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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Amar e Ser Fã


     - Acho que estou amando - disse, olhando para o céu.
     - Como assim "acha"? Tem que ter certeza - respondeu ele.
     - É que... Eu não sei como é isso - olhei para ele, soltando um longo suspiro. - Como é amar?
     - Bem... - ele olhou para aquela limpa noite estrelada, fechou os olhos e sorriu. - É igual ser fã. Você grita, pula, sofre, sorri e se emociona junto. Você quer a pessoa bem e feliz, mesmo que longe de você, e mesmo que sempre tenha uma fagulha de esperança acesa, sempre ardendo, desejando que, um dia, essa pessoa te ame tanto quanto você a ama. Que um dia ela seja sua. Você a admira, a respeita, a ajuda, a aconselha. Dá broncas e briga quando ela faz algo de errado. Mas você sempre está lá, de braços abertos para o que ela precisar - ele pausou e então me olhou, ainda sorrindo. - Você ama por quem a pessoa é. Por cada sorriso, cada olhar, cada careta e cada ação. Quando ela te decepciona, você deixa isso de lado, pois todos tem falhas. Mas quando ela te deixa orgulhoso, você esquece todas as decepções, se apaixonando cada vez mais. É, isso resume.
     - Então eu to apaixonada - fechei os olhos, sorrindo.
     - Posso saber por quem?
     - E-eu - abaixei a cabeça, completamente corada. Com o coração acelerado, comecei a acariciar um pedaço de grama perto de onde estava sentada, procurando as palavras certas. - A verdade? - ele consentiu. Fechei os olhos. - Acho que sou sua fã - respondi, começando a rir nervosamente em seguida.
     - Que bom - ele virou meu rosto pra si com a mão, fazendo com que eu olhasse em seus olhos. - Por que você é minha ídola.

"Faça um pedido"


     Estávamos deitados em um parque, à noite, até que uma estrela cadente passou. Com os olhos brilhando, sussurrei: "faça um pedido". Ele sorriu, me deu um selinho e, olhando fundo em meus olhos, pediu: "seja minha pra sempre?"

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Vai Passar...

     E se Deus quiser isso vai passar, e daqui alguns longos anos vou me recordar e rir, lembrando de quando eu pensava que o que eu sentia era real... pra sempre.

Aquele Cara...

          Sabe aquele cara que brigava comigo por não abraçá-lo assim que o via; que quando ficávamos a sós corava e se calava,  assim como eu e que me fazia cócegas até eu ficar sem fôlego ou bater a cabeça na parede mais próxima? Aquele cara que me perseguia no Três Cortes; que me enchia o saco e desamarrava meu tênis o tempo todo? Aquele cara que se preocupava comigo e que segurava minha mão quando eu me sentia sozinha? Então, foi por esse que cara que eu me apaixonei...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pêsames?


          Aquele momento em que você precisa do sorriso, toque, perfume dele pra ficar feliz... e aí, quem vai me desejar os pêsames?

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Tão sozinha, estranha, triste, carente. Tão eu!


     Eu já me senti mal, fiquei triste, me senti como se fosse o pior ser humano que existe.
     Já me senti como se fosse um lixo, um nada, um estorvo na vida de todas as pessoas.
     Já me perguntei pra quê eu tinha nascido, receando que, com isso, tivesse atrapalhado a vida de minha mãe. Atrasando-a, deixando-a triste.
     Já observei a faca e quis que ela, acidentalmente, caísse no meu pé e em qualquer parte de meu corpo, só para ir para o hospital. Já quis ficar doente, em coma. Já quis me atirar na frente de um carro. Já pedi, silenciosa e fervorosamente, para morrer.
     Quando isso aconteceu, eu me isolei, me trancando em um mundo onde só eu tinha a capacidade de entrar, e de mudá-lo. Um mundo que fez com que eu me iludisse, me perdesse. Um mundo que me entristeceu, pois o que eu imaginava não era real, não existia. Nunca era, nunca seria.
     Eu parei de comer, me afastei de meus amigos, emagreci um bom tanto. Dava pra ver meus ossos...
     Mas, me recuperei, após algum tempo. Por dois amores.
     O que me fez melhor foi o amor de irmão. Sim, eu mudei por meu irmão. Eu pensava que deveria ser exemplo para ele, pois sou a mais velha. Pensava que eu deveria cuidar e ensinar a ele o certo. Irmão esse que, às vezes, sem querer, me chama de mãe. Irmão esse que trato e considero como filho.
     O segundo amor também me fez muito bem. O amor de fã.
     Sim, de fã! Me entreguei totalmente, de corpo e alma, a alguém que, até hoje, sequer sabe meu nome ou até que eu exista. Mas que me fez bem, e sou grata até hoje.
     Deixei meu mundo irreal e paranoico de lado, voltei a comer e a falar com meus amigos, por conta desses dois amores. E agora, sou o que sou hoje.
     Embora eu esteja melhor, às vezes, do nada, também fico triste. Tenho vontade de chorar sem motivo, de me trancar em um quarto sozinha, no escuro, e de dormir e nunca mais acordar. Mas, quando penso nisso, logo passa, pois lembro de como eu era, de como eu me sentia, e vejo que não tenho mais motivos para isso. Não tenho motivos para fazer os que me amam sofrerem.
     Se fico triste ou com pensamentos como esses, ninguém nunca descobrirá, pois não percebem. Eu não deixo. Apenas coloco um sorriso em meu rosto e sigo em frente. "Seja o que Deus quiser."

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Vou Ser Feliz...


          Vou ser feliz enquanto a felicidade for possível. E quando a hora chegar, estarei esperando meu destino de braços abertos, pronta pra cair... com a certeza de que me levantarei novamente.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Tamanha Amizade...


          Se me perguntassem hoje, se conheço tamanha amizade entre homem e mulher, e eu respondesse que sim, certamente estaria mentindo. Mas uma coisa eu te prometo... um dia ainda vão nos conhecer e, então, seremos lembrados eternamente.